quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Big Talk - Big Talk (2011)

Durante o hiato do The Killers, que inclusive já está em estúdio preparando seu quarto álbum, Brandon Flowers aproveitou para lançar seu primeiro disco solo, intitulado Flamingo (2010). E até Julho deste ano, Flowers era o único membro da banda a lançar um projeto paralelo, até que Ronnie Vannucci, baterista do grupo, lançou o primeiro disco do seu projeto paralelo ao Killers, o Big Talk.

O Big Talk existe em duas formações, sendo a de estúdio com Vannucci nos Vocais, Guitarras, Teclados, Bateria e Percussões e seu amigo de longa data e principal parceiro no projeto Taylor Milne nas Guitarras e Teclados. Ao vivo a dupla se apresenta com os músicos de apoio Alex Stopa (Bateria), Tyson Henrie (Baixo) e John Spiker (Teclados, Guitarras e Backing Vocals).

A sonoridade do grupo é bem variada, tendo elementos de vários gêneros musicais como Indie Rock, Country Music, Pop e Rock dos anos 80. "Katzenjammer" abre o álbum com uma longa introdução instrumental repleta de sons eletrônicos, até a entrada das Guitarras e de belas viradas feitas pela Bateria que dão inicio efetivamente ao disco abrindo caminho para a voz de Ronnie Vannucci que facilmente vai surpreender o ouvinte com seu timbre diferenciado e qualidade vocal.

"Under Water" tem um riff de Guitarra marcante que guia toda a parte instrumental da música, que ainda possui uma melodia vocal muito interessante e o primeiro grande refrão do álbum. "The Next One Living" apresenta um clima muito interessante, lembrando músicas de bandas como Keane principalmente pelo fato de ter o Piano como instrumento condutor.

"Replica" parece ter saido direto dos anos 80 para 2011 e se coloca entre as grandes músicas do disco graças ao seu arranjo muito bem elaborado e sem exageros, e seu ótimo refrão. A sonoridade do The Killers aparece claramente em apenas duas faixas do álbum, sendo elas "White Dove" e "Hunting Season", que apresentam forte influência do Indie Rock dos anos 2000, principalmente no timbre dos Teclados.

O disco foi produzido por Joe Chicarelli (que produziu Angles (2011) do The Strokes) em parceria com Ronnie Vannucci que mostra que além de ser um grande baterista, é um compositor com muito potencial e um ótimo cantor, talentos que ainda podem ser explorados por sua banda principal de forma mais consistente.

Destaque para as músicas:

- Katzenjammer
- Getaways
- Under Water
- The Next One Living
- Replica
- Living In Pictures


Até semana que vem ^^

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

The Kooks - Junk Of The Heart (2011)

A banda inglesa de Indie Rock The Kooks volta aos holofotes com seu terceiro disco intitulado Junk Of The Heart, apresentando a sonoridade leve e agradável que já é caracteristica da banda desde seu disco de estreia e três anos depois do lançamento do seu último trabalho Konk (2008), que foi extremamente bem avaliado pela crítica e adorado pelo público.

Este novo disco não foi tão bem avaliado pelos críticos musicais e apresenta pouco potencial para conquistar novos fãs para o grupo devido a falta de grandes músicas, mas apesar disso o álbum apresenta algumas boas canções que irão sem dúvida agradar aos fãs antigos e a quem não conhece o trabalho da banda.

A faixa título "Junk Of The Heart (Happy)" abre o álbum de maneira tranquila, com uma levada meio praiana feita pelo Violão e com um dos melhores refrões do disco. O arranjo da música chama atenção pelas várias camadas sonoras feitas por sintetizadores que valorizam o clima da faixa. "How'D You Like That" apresenta um ritmo muito interessante e uma bela melodia vocal que valoriza muito a métrica de cada frase cantada pelo vocalista Luke Pritchard.

"Taking Pictures Of You" soa melancólica de forma leve, passando a ideia de uma conversa onde só ouvimos um dos participantes, tudo isso em um belo arranjo que dá ênfase a cada detalhe. "Fuck The World Off" tem uma levada diferente na Bateria que é acompanhada pelo Violão e em alguns momentos pelos vocais.

"Time Above The Earth" é sem dúvida alguma a música mais bonita do álbum, trazendo somente a voz e uma Orquestra de Cordas com alguns toques de Tímpanos. A introdução da faíxa já prende o ouvinte em seus primeiros segundos, mas infelizmente a duração da música é de apenas 1:51 minutos. "Runaway" é bem diferente do restante das músicas do grupo e vai agregando aos poucos novos elementos sonoros a faixa.

Este é um ótimo disco, apesar de não superar os anteriores ele apresenta seu valor na discografia da banda graças a sua sonoridade diferente e por gerar curiosidade em quem acompanha a banda em relação ao próximo álbum de inéditas do grupo que ainda está por vir.

Destaque para as músicas:

- Junk Of The Heart (Happy)
- How'D You Like That
- Taking Pictures Of You
- Is It Me
- Petulia
- Mr. Nice Guy


Até mais ^^

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Peter Bjorn And John - Gimme Some (2011)

Em meados de 1999 na cidade de Estocolmo, Suécia, Peter Morén (Guitarra, Vocais e Harmônica), Björn Yttling (Baixo, Teclado e Vocais) e John Eriksson (Bateria, Percussão e Vocais) formaram o trio de Indie Rock que viria a se chamar Peter Bjorn And John. 12 anos após a formação do grupo, os suecos lançam o álbum Gimme Some, um conjunto de 11 músicas que já está sendo considerado por muita gente um dos melhores álbuns lançados em 2011.

O disco apresenta uma sonoridade muito particular do trio, principalmente em relação aos vocais, que apresentam um certo tratamento sonoro feito em estúdio que usa e abusa de efeitos e equalizações que em alguns momentos remetem a uma sonoridade mais retrô.

"Tomorrow Has To Wait" dá inicio aos trabalhos com um riff que dá caracteristica rítmica a música e apresentando logo no início do álbum um dos melhores refrões do disco, simples, bem marcado, fácil de ser cantado e em um clima muito agradável. Em seguida "Dig A Little Deeper" inicia com um pequeno "solo" de Bateria que abre caminho para a Guitarra em ritmo latino que no refrão é seguido pela Bateria em uma levada muito interessante.

"Second Chance" é guiada pelo ritmo do Cowbell e apresenta um dos melhores arranjos do disco, com uma frase rítmica bem marcada em toda faixa, principalmente no refrão, que caracteriza a música. "Breaker, Breaker" vem com um andamento até então não visto no disco, rápida e cheia de melodias conquista com facilidade qualquer ouvinte e um lugar de destaque na tracklist do álbum.

"May Seem Macabre" é cheia de camadas sonoras e climas, segurando um pouco a onda de quem vem embalado pela faixa anterior, mas ao mesmo tempo mostra uma das músicas mais complexas do álbum, cheia de nuances e detalhes. "(Don't Let Them) Cool Off" lembra muito o Rock dos anos 70/80, tanto em seu ritmo como em sua sonoridade. Para finalizar o disco "I Know You Don't Love Me" chega de leve e mostra que o trio guardou para o final mais um grande arranjo e um ótimo refrão.

Sem dúvida alguma o grupo sueco já está entre os grandes artistas dos anos 2000, e se continuar lançando bons álbuns como este último, como certeza será uma das grandes bandas das últimas décadas.

Destaque para as músicas:

- Tomorrow Has To Wait
- Dig A Little Deeper
- Second Chance
- May Seem Macabre
- Down Like Me
- I Know You Don't Love Me


Até mais ^^

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

The Rural Alberta Advantage - Departing (2011)

The Rural Alberta Advantage é um trio canadense de Indie Rock formada em 2005 com os dois pés fincados no Folk. Departing lançado em março deste ano é o segundo álbum da discografia do grupo e o primeiro lançado diretamente por uma gravadora. O disco de estreia do grupo Hometowns (2008) foi lançado primeiramente de forma independente e em 2009 foi relançado pela gravadora que agora lança Departing, a Saddle Creek nos EUA e Paper Bag Records no Canadá.

A primeira coisa que me chamou atenção neste álbum foi a capa, que é a foto de uma estrada em um dia de tempestade de neve com um carro praticamente escondido na cortina branca criada pela névoa. Um trabalho gráfico extremamente simples, mas muito bonito e combinando perfeitamente com o título do disco.

"Two Lovers" abre o álbum de forma tranquila em um arranjo bem Folk marcado pelo Violão e pelo acompanhamento da Bateria em uma levada simples, acentuando os pontos merecidos da faixa, além de várias camadas sonoras criadas por Teclados e Sintetizadores. "The Breakup" aumenta drasticamente o ritmo do disco como sua levada rápida e seu refrão marcante.

"Under The Knife" apresenta um arranjo instrumental muito simples nas estrofes e dá ênfase a melodia vocal em praticamente toda a faixa, a exceção fica com uma parte toda instrumental um pouco mais elaborada que acaba virando o refrão da música graças a melodia tocada pelo Glockspiel. "North Star" chama atenção principalmente na segunda parte, mas desde o início se mostra como uma ótima música.

"Stamp" vem com um ritmo frenético feito pela Bateria, belas melodias e harmonias instrumentais e vocais que a colocam entre as melhores do álbum. "Tornado" tem um dos melhores refrões do disco e é muito bem interpretada pelo vocalista Nils Edenloff, que não possui um timbre de voz muito agradável a primeira audição, mas seu timbre e maneira de cantar combinam muito bem com a sonoridade do trio e lembram vagamente o grande Bob Dylan, assim como a faixa "Barnes' Yard" que em um andamento um pouco mais lento combinaria perfeitamente com esse mestre da música Folk.

Com seu pouco tempo de estrada e apenas dois álbuns lançados o The Rural Alberta Advantage já tem todas as armas para ganhar a simpatia de várias pessoas e conquistar alguns fãs ao redor do mundo com suas belas melodias e ritmos que caracterizam a sonoridade da banda.

Destaque para as músicas:

- Two Lovers
- The Breakup
- Stamp
- Barnes' Yard
- Coldest Days

 

Até mais ^^

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Incubus - If Not Now, When? (2011)

Após meia década de hiato, os americanos do Incubus voltam a ativa com o disco If Not Now, When?, um trabalho sem grandes hits e músicas mais pesadas como as já aclamadas "Megalomaniac" e "Look Alive" mas que já pode ser reconhecido como uma fase da carreira da banda.

A maioria das faixas deste álbum são suaves e calmas, sem momentos mais pesados, mas apresentando belos arranjos que complementam as melodias vocais do vocalista Brandon Boyd de maneira muito bem feita.

A faixa título "If Not Now, When?" abre o álbum em um 4/4 leve e bem marcado pela Bateria, além de apresentar uma grande presença de elementos eletrônicos e cordas criando várias camadas sonoras juntos com os demais instrumentos da banda. O segundo single do disco "Promises, Promises" vem em seguida com um grande arranjo, que caracteriza bem a sonoridade do Incubus, e traz um daqueles refrões bem grudentos que fazem o ouvinte ficar cantarolando por horas.

"Friends And Lovers" é sem dúvida uma das faixas mais bonitas deste trabalho da banda como sua Guitarra bem tranquila fazendo melodias simples que dão cara a música. "Isadore" poderia ter menos sons de Bateria eletrônica em suas estrofes, ou simplesmente sons mais suaves, deixando todas as partes da faixa equilibradas e igualmente interessantes.

"Defiance" tem uma pegada meio Bon Jovi, meio Country, contando apenas com Voz e Violões em seu arranjo fazendo o simples e eficiente. Em "In The Company Of Wolves" tem 07:34 minutos, tendo em sua primeira metade chegadas e partidas em uma melodia vocal melancólica acompanhada de um ótimo instrumental e na segunda metade um clima de suspense marcado principalmente pelo riff de Guitarra. Mais para o final do disco aparecem ainda as ótimas "Switchblade", com sua introdução meio Rap Rock, e "Adolescents", primeiro single do disco graças ao seu grande refrão.

If Not Now, When? não é o melhor disco do Incubus, mas tem seu valor na discografia da banda por apresentá-la em uma roupagem mais madura e com o objetivo de fazer música sem se preocupar com o que os outros estão pensando.

Destaque para as músicas:

- If Not Now, When?
- Promises, Promises
- In The Company Of Wolves
- Switchblade
- Adolescents
- Tomorrow's Food


Até mais ^^