quarta-feira, 20 de abril de 2011

Foo Fighters - Wasting Light (2011)

Wasting Light é o sétimo álbum de estúdio do Foo Fighters e foi idealizado para ser diferente de todos os registros anteriores da banda. O disco foi todo gravado na garagem da casa do frontman Dave Grohl (Vocal e Guitarra) com equipamentos analógicos, desde a captação dos instrumentos até a edição, mixagem e masterização final.

Esses fatores agregam ao som do disco uma sonoridade muito mais pesada e "realista" do que se fosse gravado em um estúdio normal com equipamentos digitais.

Quando o processo de gravação do álbum foi iniciado, Dave Grohl declarou em uma entrevista que esse seria o trabalho mais pesado do grupo, dito e feito, as músicas tem um peso impressionante, mesmo nas faixas mais "calmas" o peso das guitarras e da bateria está lá.

Esse disco marca a volta de Pat Smear (Guitarra) a formação oficial do Foo Fighters, da qual fez parte até o álbum The Colour And The Shape (1997), além de ter sido guitarrista de apoio do Nirvana acompanhando Kurt Cobain e Krist Novoselic, que também participa do disco na faixa "I Should Have Known" tocando Acordeon e Baixo, o que deixa a segunda parte da música soando como se fosse do próprio Nirvana.

"Bridge Burning" abre o disco deixando claro que o peso prometido vai estar ali o tempo todo em ótimos riffs de guitarra, viradas de bateria e vocais. O primeiro single do álbum foi "Rope", com seu começo estranho, o dueto de vozes de Grohl e Taylor Hawkins (Bateria) e um refrão muito bom, foi a segunda música a ganhar clipe, dirigido por Dave Grohl e gravado em VHS, assim como "White Limo", primeira música a ganhar clipe contando com a participação de Lemmy Kilmister do Motörhead, e é sem dúvida a mais pesada do álbum com o vocal (graças a muita distorção) quase inreconhecivel de Dave Grohl. "Alandria" fica na cabeça por muito tempo, mostrando que a banda consegue ser pesada e acessivel ao mesmo tempo. Virtude também demonstrada em "These Days", "Dear Rosemary" e "Back & Forth" .

Um pouco antes do lançamento desse álbum, a banda declarou que ele todo foi pensado para ser tocado ao vivo, a sequência das faixas foi elaborada para ser a mesma da performance nos palcos, e é impressionante como as músicas conseguem soar melhor ainda com a banda tocando ao vivo como foi feito no Late Show With David Letterman no dia do lançamento (12/04) e em um vídeo gravado pela própria banda (postado logo abaixo), tocando o álbum todo no estúdio 606 na casa de Dave Grohl.

Todos os músicos da banda mostram que estão no auge de suas performances tocando maravilhosamente bem e para que o Foo Fighters fixe mais ainda seu lugar na história do Rock. Wasting Light foi aclamado por público e crítica, e já está sendo considerado o melhor álbum de 2011 lançado até agora e forte candidato a álbum do ano. Como fã de Foo Fighters concordo plenamente com isso, pois desde a data oficial de lançamento só consigo ouvir esse disco.

Destaque para as músicas:

- Bridge Burning
- Dear Rosemary
- White Limo
- Arlandria
- These Days
- A Matter Of Time
- Miss The Misery


Até mais ^^

Um comentário:

  1. O trabalho de captura e edição foi totalmente analógico, gravado em fita, que inclusive foram fatiadas e enviadas junto com a tiragem de vinil, de presente para o fãs.

    http://exclaim.ca/News/foo_fighters_destroy_wasting_light_master_tape_package_it_for_fans


    A masterização não foi completamente analógica, os equipamentos atuam analogicamente, mas por controles digitais - um híbrido, e como a técnica de master varia de engenheiro para engenheiro, acabaram deixando rolar. Mas isso não tira em nada o mérito do trabalho, o trabalho é 'analógico' no sentido humano, depois de ouvir esse disco umas duas, três vezes, fica díficil digerir aquelas produções excessivamente técnicas e que você começa a notar que até os riffs foram 'dupados' na segunda parte da música.


    É sem dúvida um disco que já faz parte da minha história e que vai influenciar toda uma geração.

    Cara, não sei porque tu ainda não se coçou pra tocar com a gente...

    luiz
    p.s. - pra esse post você nem precisava do parágrafo "destaque para as músicas", pois como mesmo citou, o disco inteiro é simplesmente sensacional.

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