terça-feira, 14 de dezembro de 2010

The Fratellis - Costello Music (2006)

O The Fratellis é uma banda escocesa com dois álbuns lançados, Costello Music (2006) e Here We Stand (2008), os dois com ótimas músicas.

A banda é formada por três ótimos músicos que adotaram o nome da banda como sobrenome, Jon Fratelli (Guitarra e Vocal), Barry Fratelli (Baixo) e Mince Fratelli (Bateria), e apresentam uma sonoridade influênciada pelo Rock, principalmente britânico, da década de 60 e 70.

A versão normal do álbum vem com 13 músicas, "Henrietta" abre o disco mostrando toda força do trio e deixando claro suas características principais. "Flathead" foi lançada como single, tocou em várias rádios e teve clipe na MTV brasileira, essa sem dúvida é a música mais conhecida do grupo ao lado de "Chelsea Dagger" quarta faixa do álbum e uma das melhores músicas do grupo.

"Whistle For The Choir" é a música mais leve do disco, uma canção romântica embalada por violão e com um ótimo solo de bandolim que fica na cabeça por um bom tempo. "For The Girl" vem com um riff simples mas muito bem elaborado que dá forma a toda a música.

O grupo está em hiato desde 2009 e infelizmente sem previsão de volta aos palcos, mas fico na torcida pela volta ouvindo os dois ótimos trabalhos da banda.

Destaque para as músicas:

- Henrietta
- Whistle For The Choir
- Chelsea Dagger
- For The Girl
- Doginabag
- Creepin Up The Backstairs
- Everybody Knows You Cried Last Night
- Baby Fratelli


Até mais ^^

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

She & Him - Volume Two (2010)

Existem vários atores e atrizes que se arriscam em uma carreira musical como Scarlett Johansson, Bruce Willis e Steven Seagal...

Mas Zooey Deschanel é sem dúvida a que mais chamou atenção no mundo da música, não só por ser conhecida, mas pela qualidade vocal e das composições que apresenta em seu duo formado com o compositor, guitarrista e produtor M. Ward.

Esse é o segundo álbum do She & Him (como o nome já deixa claro), e no geral apresenta um Folk Rock com pitadas de Surf Music que soa muito leve e agradável para qualquer ocasião. É um ótimo disco para ouvir quando se está estressado por ter um efeito relaxante em boa parte causado pela suavidade da voz de Zooey Deschanel e das guitarras de M. Ward.

"Thieves" abre o disco de forma tranquila em um arranjo muito bem feito, valorizando os pontos fortes da sonoridade do grupo. A segunda música do disco "In The Sun", foi usada como single e  é a melhor do álbum, com um refrão muito bem elaborado e até meio grudento.

O disco todo vem recheado de ótimas músicas e pode ser ouvido durante vários dias  seguidos que não soa repetitivo e/ou chato, fazendo com que Zooey Deschanel seja além de uma grande atriz, uma grande cantora.

Destaque para as músicas:

- Thieves
- In The Sun
- Don't Look Back
- Lingering Still
- Gonna Get Along Without You No
- Over It Over Again


Até a próxima ^^

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Taylor Hawkins And The Coattail Riders - Red Light Fever (2010)

Taylor Hawkins é o baterista do Foo Fighters e assim como Chris Shiflett, guitarrista da banda, aproveitou as “férias” do grupo (que já anunciou a volta aos palcos em 2011), para lançar um disco de seu projeto paralelo, a banda Taylor Hawkins And The Coattail Riders. 

Esse é o segundo disco do grupo e na minha opinião é muito melhor que o primeiro. Neste trabalho Taylor mostra que é capaz de compor músicas tão boas quanto as de sua banda principal e sua voz rouca encaixa perfeitamente nos arranjos. 

As músicas deixam evidentes as principais influencias musicais de Taylor Hawkins, a maioria soa como uma mistura de Foo Fighters e Queen, com uma pitada de Rush. Não é a toa que como artistas convidados do álbum estejam Brian May e Roger Taylor do Queen e Dave Grohl do Foo Fighters ajudando nas guitarras e vocais do disco. 

O álbum vem com 12 faixas, a primeira "Not Bad Luck" lembra muito as músicas do Queen, principalmente no refrão, mas nenhum dos dois integrantes da banda está nessa música. Em seguida vem "Your Shoes", essa sim com a participação de Roger Taylor nos vocais e é sem dúvida uma das melhores, se não a melhor música do disco. 

"Way Down", outra ótima música do álbum, tem a participação de Brian May nas guitarras e pode ser tocada facilmente nas rádios, pois vai agradar muitas pessoas por ser um Rock muito leve, agradável e que você fica cantarolando durante um bom tempo. 

A introdução de "It's Over" remete ao Rush, mas muda totalmente de forma quando a música realmente começa, e isso torna a faixa surpreendente, faz o ouvinte pensar que a música será de uma maneira para depois mudar de andamento e ritmo. "Hell To Pay" é uma das mais lentas do disco, mas nem por isso deixa de lado o peso das guitarras. "Sunshine" poderia facilmente estar no primeiro álbum do Foo Fighters, pois é a cara e estilo dos primórdios da banda. 

É muito bom ver artistas que como Taylor Hawkins conseguem manter uma evolução constante em seus trabalhos principais e paralelos de modo coexistente e sempre apresentando uma qualidade enorme em ambos.  

Destaque para as músicas:

- Not Bad Luck 
- Your Shoes 
- Way Down
 - It's Over 
- Hell To Pay 
- Never Enough 
- Don't Have To Speak


Até mais ^^

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Rush - Beyond The Lighted Stage (2010)

Diga uma pessoa que gosta de Rock e não conhece o Rush? Duvido que isso exista.

Mas como explicar o fato que uma banda conhecida e adorada por milhares de pessoas nunca teve a fama que tantas outras bandas menos merecedoras tiveram? Acho que ninguém sabe responder o por que disso, mas nesse documentário os três integrantes da banda Geddy Lee (baixo e vocal), Alex Lifeson (guitarra) e Neil Peart deixam claro que estão felizes em ser a "Maior Banda Cult do Mundo".

O filme retoma toda a carreira da banda passando pelos principais álbuns e acontecimentos da vida dos integrantes, com depoimentos de familiares, vídeos caseiros e curiosidades sobre cada um deles. Um time de personalidades do mundo da música falam sobre a influência e importância do Rush na história do Rock ao longo de todo documentário, artistas como Gene Simmons (Kiss), Kirk Hammett (Metallica), Taylor Hawkins (Foo Fighters) e o melhor de todos em seus comentários: Jack Black (Tenacious D).

Os integrantes da banda falam sobre toda carreira, desde os primeiros shows nas escolas do Canadá até a volta aos palcos após 4 anos de "férias" forçadas, enquanto o baterista Neil Peart estava viajando de moto pelas Américas devido ao falecimento de sua filha e sua mulher, uma viagem de 90 mil km sem rumo.

A única parte em que aparece algum integrante falando sobre técnica instrumental se dá quando Neil Peart fala sobre a sua decisão de voltar a fazer aulas de bateria para melhorar sua técnica, portanto, pra quem acha que vai ver um "How To Play..." das músicas do Rush, pode esquecer. Isso é muito bom, pois torna o filme interessante para quem não é músico.

Vale muito a pena assistir esse documentário para entender como os criadores de clássicos como "Tom Sawyer", "YYZ" e "The Spirit Of Radio" trabalham, o que gostam de fazer nas horas vagas, quais suas influências e principalmente como ainda se dão tão bem após 30 anos de carreira.
Em determinado momento do filme, alguns fãs falam sobre o Rush em suas vidas, e é nesse momento que conhecendo ou não o trabalho do grupo você entende por que tantas pessoas gostam e admiram a música do trio canadense.


Até a próxima ^^

Kings Of Leon - Come Around Sundown (2010)

Para mim é um pouco difícil falar de um álbum do Kings Of Leon de forma totalmente crítica e imparcial tendo em vista que essa é uma das minhas bandas preferidas.

Esse é o quinto disco da banda e de certa forma retoma todos os trabalhos anteriores da banda, pois apresenta desde o Southern Rock dos primeiros álbuns até o Pop Rock do último álbum, aclamado por público e critica, Only By The Night (2008).

Todas as críticas que li sobre esse disco foram desfavoráveis, justamente pelo álbum não ser uma "continuação" do anterior. Mas vale lembrar que em meados de Julho deste ano, o baterista Nathan Followill em uma entrevista deixou claro que o novo álbum (na época em processo de gravação), não seguiria a mesma linha do anterior, que as pessoas não deveriam esperar um disco com cinco "Use Somebody" e sete "Sex On Fire", maiores sucessos do álbum anterior.

O que acontece é que esse disco não é um trabalho totalmente voltado para a música pop, sendo "Radioactive", a segunda música do disco, a que tem mais cara de hit e que lembra o trabalho anterior. A primeira música do álbum "The End" tem um ótimo arranjo e fica na cabeça por um bom tempo, mas não chega a ser um hit.

"Pyro" apresenta uma sonoridade muito leve, é uma das melhores do álbum e lembra as músicas dos primeiros discos da banda. Em seguida vem "Mary", com uma levada de Blues muito boa e uma linha de baixo com destaque em toda música.
Em "Back Down South" o grupo coloca os dois pés na música Country em um arranjo com a presença de violino e guitarra tocada com slide.

No geral é um disco muito bom, muito bem feito e tem seu valor na discografia da banda, que apesar de não ser tão pop quanto o anterior, acredito que ira conquistar alguns fãs.

Destaque para as músicas:

- The End
- Radioactive
- Pyro
- Mary
- Back Down South
- Beach Side
- No Money
- Mi Amigo


Até mais ^^